os primeiros passos e opiniões formadas, uma turma e algumas cabeças pensantes, diga-se de passagem muito críticas, deu nisso!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Perguntas a partir do livro A arte da fazer um jornal diário, de Ricardo Noblat

1. Muitos alunos de Jornalismo entram na universidade anunciando: "Eu quero trabalhar em rádio e cobrir esportes". Outros falam da vontade de fazer matérias sobre rock e música pop. Será possível, no seu entender, conciliar essas ambições com o que Ricardo Noblat afirma no capítulo III: "O jornalista que gosta de escrever só sobre alguns assuntos terá menos chances do que outro capaz de escrever sobre qualquer assunto"?
 Acredito que um jornalista deverá ser capaz de escrever sobre qualquer assunto, seja ele de seu conhecimento, ou não. Terá chances aquele que se destacar, pesquisar e dominar todos os assuntos. Aquele que não apenas escrever sobre o que gosta ou tem facilidade, mas sim aquele que for capaz de ampliar seus conhecimentos, dominar a linguagem e arriscar-se, terá mais oportunidades no meio. Não se pode destacar a hipótese de que possa ser possível conciliar as ambições dos jornalistas sobre escrever o que seja de seu maior domínio e interesse, todavia creio que ele deva ser capaz de redigir sobre todo e qualquer assunto proposto.

2. Ricardo Noblat propõe em seu livro que o lead convencional "é inimigo do prazer que a leitura de um texto pode proporcionar". Como redigir um lead que desperte a curiosidade dos leitores e os faça ler todo o texto?
O lead traz a parte mais importante da notícia. É nele que estão respondidas as principais perguntas que o leitor quer saber. É nele que o leitor busca informações para ler a matéria inteira. Para que o leitor se interesse pela notícia, o lead deverá ser informativo, criativo, rico nas minúcias e despertar a curiosidade do leitor já nas primeiras linhas para que ele se interesse pela notícia e a leia até o final.

3. Na página 27, no capítulo "Jornalista não é deus", Noblat reforça a importância dos princípios éticos na profissão de jornalista. Ele condena a obtenção de informações por meios fraudulentos. No entanto, mais adiante (página 56, no capítulo "Nada é como parece"), o autor conta um episódio em que ele próprio usou desses artifícios (Noblat se passou por outra pessoa). O que você pensa sobre essas duas posições?
4. "Tenho dois filhos que estudam Jornalismo. Uma vez, formados, eles poderão enganar seus interlocutores para extrair informações e depois traí-los. Minha filha, que se formará em Pedagogia, porém, deverá ensinar ao seus alunos que é errado mentir e trair". Com base nesse comentário de Noblat, como você avalia a questão da ética na profissão do jornalismo?
A questão da ética na profissão do jornalismo a meu ver é simples: é como a educação, vem de berço! Todos nós sabemos que devemos ser educados, como nos portar nos lugares, que não devemos matar, roubar, mentir, trair, etc. Acredito que vai da conduta de cada profissional, como ele encara sua forma de agir no meio em que trabalha. Tudo que é usado por um meio errado para obter o que se deseja  como por exemplo: crescer na profissão, ter aumento, status, ser bem visto, enganando as pessoas,  não é impune por muito tempo.
5. Faça um comentário geral sobre o livro, mas que seja bem pessoal. Diga se você gostou ou não e por que motivo. Acrescente: que lição maior você vai guardar dessa leitura?
Apaixonei-me pela leitura que fiz. Ricardo Noblat surpreendeu-me a cada vírgula. A leitura foi como um manual do que você deve fazer ou como não deve agir a partir das experiências vividas por Noblat. Rico em conhecimentos, para uma aluna de 1ª viagem como eu, foi uma leitura de fácil entendimento, pude compreender o que estava sendo passado e tirar muitos aprendizados, tais como: valores que devemos preservar, como se portar na profissão escolhida, que estudar e pesquisar para redigir um bom texto é preciso, que devemos ser cautelosos. A leitura deste livro me fez refletir sobre a minha escolha pelo curso de jornalismo, firmando que realmente é isso o que eu quero seguir e trouxe mais aspirações, querendo ir em busca de aprender cada vez mais.
Joana Natália Dias

No 1º caso, concordo com Noblat: “Jornalista não é Deus”. É preciso respeitar os códigos e normas. O jornalista deve ser ético, pois, para ter prestígio e veracidade nas suas informações, ele precisa ser verdadeiro e fazer o seu trabalho corretamente, jamais roubando documentações, fingindo ser quem ele não é, e muito menos gravar conversas às escondidas, ele deve sempre identificar-se e agir corretamente na sua profissão. No 2º caso, quando Noblat fingiu ser o Major Filgueiras no telefonema, ele usou dos artifícios que não deveria para obter informações e por pouco quase que publica uma notícia que não era verdadeira, por não ser cuidadoso. Continuo achando que não vale o risco usar de meios que pareçam mais “fáceis” para se obter uma notícia, eu acho que jogar limpo é estritamente necessário.

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