NOBLAT, Ricardo. A arte de fazer um jornal diário. SP: Contexto, 2002
Resumo.
Nada melhor que um dito jornalista para fazer uma análise do mundo do jornalismo, não? Pois é exatamente o que podemos observar nas primeiras paginas de “A arte de fazer um jornal diário”, do autor Ricardo Noblat. A visão crítica sobre a maneira com que as empresas jornalísticas são conduzidas por seus administradores e o possível futuro dos jornais impressos no mundo são os focos iniciais do autor.
Citações.
Entre março de 2001 e março de 2002, os 15 maiores jornais brasileiros, responsáveis por 74% do volume total de exemplares vendidos no país, diminuíram sua circulação em 12%. Deixaram de vender exatos 346.376 exemplares. É como se uma edição inteira da folha de São Paulo tivesse deixado de circular. Os jovens, principalmente eles, fogem da leitura dos jornais e preferem informar-se por outros meios. Ou simplesmente não se informam. Uma fatia crescente deles adere à internet. (NOBLAT, 2002, Pág. 14)
“No caso brasileiro, acrescente-se ao rol das queixas a cobrança por jornais mais baratos. Os nossos são muito caros. E é pequeno o público disposto a pagar por eles”. (NOBLAT, 2002, Pág. 15)
“Em 2000, cada grupo de mil japoneses comprava 500 exemplares de jornais. Aqui, no mesmo período, cada grupo de mil pessoas só comprava 44 exemplares.”
(NOBLAT, 2002, Pág. 16)
“Que viva, pois, o jornalismo! Porque pouco importa a forma que os jornais venham a tomar no futuro, pouco importa se alguns deles acabarão preservados como espécies de relíquias – o homem sempre precisará de informações.” (NOBLAT, 2002, Pág. 18).
Comentário pessoal.
O livro traz à tona algumas verdades que não levamos em consideração no nosso cotidiano. Estamos apenas no primeiro capítulo e já se podem notar fatos e pesquisas que nos levam a pensar em uma maneira melhor de fazer jornalismo. Certamente uma leitura que incomoda a muitos e fascina a outros.
Por:Rita Corrêa Garrido
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