1. Muitos alunos de Jornalismo entram na universidade anunciando: "Eu quero trabalhar em rádio e cobrir esportes". Outros falam da vontade de fazer matérias sobre rock e música pop. Será possível, no seu entender, conciliar essas ambições com o que Ricardo Noblat afirma no capítulo III: "O jornalista que gosta de escrever só sobre alguns assuntos terá menos chances do que outro capaz de escrever sobre qualquer assunto"?
Até certo ponto sim. O verbo gostar usado na frase do Ricardo Noblat não é necessariamente interpretado como capacidade. Ou seja, o jornalista pode gostar muito de escrever sobre rock e música pop, mas ter afeição sobre este assunto não significa que ele não tenha capacidade de escrever bem sobre um outro assunto qualquer, que não tenha nenhuma relação à música. Logo, há diferenças entre o gostar e o saber escrever sobre um assunto.
2. Ricardo Noblat propõe em seu livro que o lead convencional "é inimigo do prazer que a leitura de um texto pode proporcionar". Como redigir um lead que desperte a curiosidade dos leitores e os faça ler todo o texto?Um bom lead deve ser escrito de uma forma respeitando as perguntas básicas (quando, como, onde, quem, o quê e por que), mas não respeitando-as de uma forma óbvia. O lead tem o poder tanto de atrair o leito e despertar a sua curiosidade sobre o restante do texto, tanto como o de causar o desinteresse da sua leitura. Por isso, a criatividade deve ser usada no lead com freqüência encontrando palavras chaves para atrair a leitura do restante do texto.
3. Na página 27, no capítulo "Jornalista não é deus", Noblat reforça a importância dos princípios éticos na profissão de jornalista. Ele condena a obtenção de informações por meios fraudulentos. No entanto, mais adiante (página 56, no capítulo "Nada é como parece"), o autor conta um episódio em que ele próprio usou desses artifícios (Noblat se passou por outra pessoa). O que você pensa sobre essas duas posições?Eu desqualificaria a posição dele quando se passou por outra pessoa. Se o jornal tem o dever de fiscalizar o governo, dar o bom exemplo para a população, está sendo totalmente hipócrita com a sua profissão e com o que explana para o povo. Para mim, crimes não se resolvem com crimes, deve-se sempre achar um meio honesto de garantir a informação. Não sendo possível, deixar para que as autoridades tomem as medidas cabíveis, o jornalista não deve sempre se achar no direito de se infiltrar em assuntos confidenciais, até porque ele não tem o preparo necessário para atuar em todos os campos.
4. "Tenho dois filhos que estudam Jornalismo. Uma vez, formados, eles poderão enganar seus interlocutores para extrair informações e depois traí-los. Minha filha, que se formará em Pedagogia, porém, deverá ensinar ao seus alunos que é errado mentir e trair". Com base nesse comentário de Noblat, como você avalia a questão da ética na profissão do jornalismo?
Entrei no curso de jornalismo para usar o meu conhecimento para através do jornalismo ajudar a sociedade a se desenvolver melhor. Partindo deste fato, claramente percebe-se que eu de certa forma sou a favor de ferir a ética jornalística. É hipocrisia o jornalista ser anti-ético! Como alguém que diz que narra a realidade, por exemplo com um tom de que a realidade criminal está ruim, vá usar de métodos e princípios criminosos para apurar uma notícia?
5. Faça um comentário geral sobre o livro, mas que seja bem pessoal. Diga se você gostou ou não e por que motivo. Acrescente: que lição maior você vai guardar dessa leitura?Achei o livro muito bom. Está escrito de uma forma clara para uma leitura agradável. Gostei dele também por me dar mais informações sobre a carreira que desejo seguir, é um verdadeiro manual
introdutório(mas com dicas avançadas) de como é a profissão de um jornalista. Vou guardar muitas dicas comigo para o futuro, fiz anotações e cresci muito com essa leitura. A maior lição que tirei é a de que o jornalista é um cidadão como qualquer outro: necessita da sua hipocrisia para conseguir crescer enconomicamente e profissionalmente.
Christiaan van Hattem
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