os primeiros passos e opiniões formadas, uma turma e algumas cabeças pensantes, diga-se de passagem muito críticas, deu nisso!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Juliana Borba- Introdução ao jornalismo - APELIDOS

Nome: Juliana Borba de Souza             Turma: 3D 105
Professor: Eduardo Veras                      Disciplina: Introdução ao Jornalismo



Cacetinho!
Assim, era conhecida Samara Marieli de Freitas, uma menina de nove anos de idade natural da cidade de Giruá. Ela e a família vieram morar na cidade de Porto Alegre, no bairro Restinga, onde se estabeleceram, montaram um bar e uma loja de roupas e por ali residem até hoje.
Por ser gordinha e ter bochechas muito semelhantes ao formato do pão cacetinho (ou pão francês, dependo da localidade do país), Samara recebeu esse apelido na 4ª série do Ensino Fundamental. As crianças nessa idade tendem a ser muito observadoras e digamos até cruéis umas com as outras. A menina acanhada e de poucas palavras logo teve que se acostumar a ser chamada assim, porque em pouco tempo toda a escola já a conhecia pelo apelido de Cacetinho, até quem não falava com ela passou a conversar ou apenas gritar quando ela passava: “Olha lá a Cacetinho!”.
As amigas dela, não negavam o fato e também a chamavam assim. Aliás, diga-se de passagem, Cacetinho tinha uma amiga que também possuía um apelido engraçado, Zebra, tudo por culpa de uma calça listrada de preto e branco que usara um dia na escola. Quando somos crianças, são feitas muitas descobertas, uma delas é que o gosto das mães muitas vezes em nada se parece com o de seus filhos, e por vezes são capazes de criar situações constrangedoras que irão acompanhá-los por toda a vida escolar. Zebra e Cacetinho não se importavam com os apelidos, apesar de que, quando se apresentavam, já eram motivos de piada, devido à quase idêntica grafia de seus nomes: Samara e Tamara, quase uma dupla sertaneja. Enfim, sem muita escolha, as amigas permaneceram da quarta série do Ensino Fundamental até a oitava série sendo motivos de chacota e brincadeiras. A Zebra realmente pouco se importava, mas Cacetinho essa sim, apesar de não deixar transparecer, não gostava do apelido e também muitas vezes não se detinha à palavra cacetinho e sim à forma maldosa com que seus colegas diziam seu apelido.
Ao terminarem o Ensino Fundamental foram com mais uma amiga, cursar o Ensino Médio em outro Colégio, vida nova, novos colegas e o sincero intuito de não mais serem conhecidas por seus curiosos e engraçados apelidos. Fizeram um acordo inclusive com a terceira amiga que não tinha apelido, que jamais se chamariam de Zebra ou Cacetinho, mas velhos hábitos são realmente difíceis de mudar. Dessa forma, em alguns momentos se esqueciam e gritavam os misteriosos apelidos, os colegas que estavam próximos ficavam surpresos, e até as meninas tentarem inventar uma desculpa ou disfarçar demoravam bastante tempo.
Hoje, adultas, quando se encontram se permitem chamar uma à outra por seus antigos apelidos e recordam com saudade as fabulosas historias vividas na escola, poderiam ter ficado com traumas, mas souberam como lidar com o fato e se divertem sempre ao falar no assunto.

Um comentário:

  1. Muito bom o teu texto,e a história é muito engraçada.Semelhante a tantas outras histórias de pessoas que tinham apelidos no ensino Fundamental.Também acho que as crianças são maldosas ás vezes,agora chama isso de Bulliyng,mas não adianta,tem coisas que nunca mudam...Só uma dúvida,a terceira amiga que não tinha apelido seria tu ???

    Parabéns,ótima redação ;]

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