Para uma moça que conheço
Toda mulher de vinte e um anos, seguindo as convenções da sociedade, deve estar
noiva ou, no mínimo, presa a um relacionamento sério. Porém, para ela não é bem assim.
Desde o berço foi direcionada a pensar diferente. Quem sabe ela ache que a culpa desse
gelo todo é de sua criação mulher-tem-que-estudar. Um tanto grossa, digamos assim,
muitas vezes foi tachada de macho entre suas amigas; no entanto, sua estrutura corporal
frágil carrega certa delicadeza que é desmascarada logo que essa moça deixa escapar
Nasceu nos braços de Getúlio Vargas* no dia 9 de junho de 1989. A disposição dos
astros no dia de seu nascimento tem uma grande parcela de culpa em toda sua desconexão
mental: sua Lua em Leão, seu Sol em Gêmeos e, para confundir mais ainda sua cabeça
confusa, ascendente em Câncer. Leão dá a ela certo ar presunçoso. Gêmeos a tortura com
suas inconstâncias freqüentes. E Câncer. Esse signo, em especial, a presenteou com uma
dolorosa sensibilidade. União forte em seu mapa astral, disse uma astróloga.
Filha de professora, Francine (nome da moça de quem falo) sempre era a primeira
da classe... Somente nas aulas de português, redação e história. Em matemática era o caos
personificado! Jogava tarô para os colegas em troca de lanche e, por sempre estar atenta às
fofocas da turma, acertava quando lia o passado e o presente. Quanto ao futuro, dizia que
era apenas a conseqüência do passado. Lograva a todos com palavras pomposas, aquelas
que ela lia em versos de Fernando Pessoa.
Depois de fracassadas tentativas para entrar na faculdade de Medicina da federal
gaúcha, seu pai teve de aceitar que os céus determinaram que sua primogênita deveria
seguir a carreira jornalística. Leitora compulsiva de todo tipo de livro - do luxo ao lixo -,
tem por Bukowski e Caio Fernando Abreu grande paixão. Tensa enlouquecida, tenta, nem
sempre com sucesso, acalmar sua ansiedade estourando seus tímpanos com The Smiths
e Nara Leão. Atualmente, toda terça-feira, sai de Sapucaia do Sul rumo à Unisinos, onde
estuda para, futuramente, ser uma cronista.
* Hospital Municipal Getúlio Vargas de Sapucaia do Sul.
Por Francine
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Uma Garota Chamada Bruna
Numa noite muito fria, no dia 21 de junho de 1990, nasceu Bruna Benelli Brinques,
cujo nascimento foi um tanto quanto complicado, já veio ao mundo causando um pouco de
bagunça. Sua mãe passou por doze horas de trabalho de parto, a garota estava na posição
errada, então teve que ser puxada a fórceps, o que na época era a segunda opção depois do
Sua infância e adolescência foram tranquilas, era o tipo de menina que gostava
de ficar em casa, dando pouca preocupação aos seus pais. Só começou a querer
arranjar "problemas" quando se aproximava da maioridade, pois achava que já tinha a
liberdade o suficiente para fazer o que quisesse, mas acabou vendo que não era bem assim.
Sempre que coloca alguma coisa na cabeça, a Bruna está disposta a ir até o final,
até conseguir o que quer. Só desiste quando passa por alguma decepção ou percebe que o
objetivo pelo qual ela está lutando é algo que não vale a pena. Sempre foi muito comunicativa
e extrovertida, e quando alguém lhe dá motivos para falar, muitas vezes pode se arrepender
por ter feito isso. Então, cuidado ao puxar assunto com essa moça, pois, depois que começa,
A escolha da profissão sempre foi algo difícil para ela, porque muitas vezes ela agiu
por impulso, algo que muitas vezes atrapalha. Com toda pressão do vestibular no final do
ano, a Bruna decidiu que iria fazer Letras, ainda sem muita certeza se era realmente o que ela
queria, mas acabou arriscando. Sua segunda opção era o Jornalismo, algo que parecia muito
distante para ela, pois, além de ser um curso caro, ela sempre foi um pouco insegura em
alguns aspectos; então Letras pareceu um caminho mais fácil. Mas a garota estava enganada,
dois anos e meio se passaram até ela ver que, de alguma maneira, Jornalismo era o curso que
fazia ela se sentir mais completa, que ali ela encontraria a “profissão perfeita” para ela. Foi
neste ano que ela tomou esta decisão, agora essa futura jornalista está em busca de um futuro,
quem sabe brilhante, e de uma carreira promissora.
Por Bruna Benelli Brinques
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Apresentação de si mesmo!
Era uma vez uma menina, típica adolescente que ia de casa para escola, da escola para casa, ouvia música, influenciada pela cultura americana, tinha vários conhecidos, mas poucos amigos. Sempre se sentia sozinha, sentindo falta de alguma coisa. Se interessava por garotos, mas não tinha coragem de ir em frente, porque não se sentia capaz de competir com as outras garotas que tinham o padrão de beleza ditado pelas revistas de moda. Ela era baixinha, usava aparelho, tinha mil espinhas no rosto, cabelo que não se ajeitava nunca. Teve uma adolescência um pouco difícil. Mas ela certa vez cresceu, colocou na sua cabeça que tudo seria diferente, e mudou. Pegou seu creme para pelo sensível, a chapinha e foi à luta. De loira passou a ser ruiva, de ruiva a morena. Colocou um piercing. Já se apaixonou e deixou de gostar. Já quis muito alguém, mas que não a quis do mesmo jeito. Já se apaixonou por alguém através do computador. Já chorou muito. Já riu muito. Ela não era o padrão ideal de beleza, mas sabia o que queria. E quem queria. Já pensou ter encontrado seu príncipe, mas percebeu que o príncipe era sapo logo depois do primeiro encontro. Mas não é por isso que ela deixou de acreditar. Enfim, esta garota ainda não está satisfeita pela sua aparência, mas quem está? Ela apenas vai vivendo como achar melhor, sem se importar com o que vão falar. É a maneira dela de ser feliz. E quem seria esta garota? Muito prazer, Gabriele Gomes.
Por Gabriele Gomes
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Daniel Preto de Vasconcellos
No coração do pampa gaúcho, mais precisamente na cidade de Bagé, nasceu e
cresceu um garoto chamado Daniel. Primogênito de três irmãos, Daniel era um garoto
tranqüilo, camarada e detentor de uma beleza ímpar, a qual até hoje lhe acompanha.
Alguns dizem que ele é como um bom vinho, quanto mais velho, melhor fica.
Como qualquer outro garoto de sua idade, gostava de jogar futebol, brincar com
os amigos, correr e, como um bageense que se preze, gostava também de um bom
churrasco. Daniel sempre teve uma grande paixão e intimidade com os esportes,
e com as artes, os quais lhe ajudaram muito em seu processo de crescimento e
Aos 17 anos Daniel se forma no colégio e deixa Bagé rumo a Porto Alegre, onde
continuaria seus estudos. Ainda confuso, sem saber direito que área seguir, freqüenta
durante um ano as “intermináveis” aulas de um cursinho pré-vestibular, até que se
decide pela área da comunicação. Mas, depois de decidida a área a seguir, a dúvida
passou a ser outra. Qual o curso dentro da comunicação tinha mais coisas em comum
com ele? Jornalismo ou Publicidade e Propaganda? Depois de muito se questionar,
acabou optando pelo curso de Publicidade e Propaganda, o qual cursou durante quatro
anos e meio, até se tornar bacharel em agosto de 2009.
Mas, depois de formado, uma grande dúvida instalou-se em sua cabeça. O que fazer
agora? Será que era mesmo essa a carreira que ele queria seguir? Depois de um ano de
muitas inquietações, veio a resposta. Daniel queria seguir a carreira de jornalista. A sua
grande paixão por escrever e por retratar a realidade falou mais alto. Mas, além disso,
uma grata lembrança dos tempos de colégio foi decisiva nessa tão difícil decisão. A
lembrança de que tinha sido repórter da televisão e locutor da rádio do colégio, e o que
na época era diversão, agora poderia se tornar sua profissão.
Então Daniel resolveu enfrentar esse novo desafio, e como diz o poeta, “está de
volta a mesma praça, e ao mesmo banco”, ou seja, às classes da Unisinos. Trilhando seu
caminho e buscando seu lugar ao sol como jornalista.
Por Daniel Preto de Vasconcellos
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O Monstro de Duas Cabeças
Peço licença poética a Roger, do Ultraje a Rigor, e intitulo este texto para definir a figura de Erivaldo dos Santos Júnior – que também atende por Juninho. Everaldo... ops, Erivaldo, não tem Transtorno Bipolar, mas, talvez por resquício da adolescência, superdimensiona todas as emoções que experimenta – boas e ruins.
Nascido numa sexta-feira de verão em Camaçari, na Bahia, aos cinco meses de idade mudou-se com seus pais para morar em Canoas, cidade na qual reside desde então. Erivaldo teve uma infância tranquila. Seu pai o alfabetizou aos 5 anos de idade, o que fez com que despertasse em si o gosto pela leitura e escrita – posteriormente positivado no ENEM. Gostava de jogar futebol (antigo ponteiro-esquerdo, apesar de destro) e viciado no Super Nintendo. Na terceira série ficou em segundo lugar num concurso de poesia promovido pela escola – embora quem tenha escrito o poema fora seu pai. Aos 10 anos escolheu, sem a influência do pai, seu time de futebol para torcer – o Grêmio. Com 13 anos, já adolescente, se entrega ao rock and roll, acompanhando os grandes grupos do cenário brasileiro.
O lado sombrio da cabeça de Erivaldo dá as caras no segundo grau. Repete o Primeiro Ano, trocando de colégio no ano seguinte. Abandona a escola meses depois, e se autodiagnostica com Fobia Social. Em 2003, descobre a Fotografia através de um curso por correspondência, doravante exercitando essa arte de forma amadora. Carruagem foi andando, e em 2008 recebe o diploma do segundo grau, em virtude da aprovação no exame ENCCEJA.”Antes tarde do que nuca”, disse aliviado, à época.
Uma das coisas de maior orgulho para Erivaldo é a sua família. Seu pai, cujo nome também é Erivaldo, é um pacato Encarregado de Departamento Pessoal, função a qual desempenha há quase 35 anos. Terezinha, a mãe, é o que o filho chama de “amável burrice”; sua pouca instrução de forma alguma diminui o amor que Erivaldo sente por ela. Em Clécia – a irmã – Erivaldo buscou a referência para um dia chegar à faculdade.
Erivaldo tem como uma de suas paixões colecionar latas de bebidas. Possui mais de 600 unidades, o que considera pouco, mediante o tempo em que se dedica a esse hobby: 15 anos. Outra coisa que desperta interesse no rapaz são palavras cruzadas e não fica atrás brincar com seus cachorros.
Para o futuro, Erivaldo planeja trabalhar como locutor em alguma rádio e paralelamente escrever para periódicos, versando principalmente sobre cultura. Se tudo der certo, pode escrever: você ainda vai esbarrar com o “monstro de duas cabeças” em algum veículo de comunicação.
Por Erivaldo
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Da Escrita à Confraria
Começo escrevendo-lhes este texto com o simples objetivo de contar os passos de Júlia, uma guria como todas as outras, mas com alguns sonhos maiores.
Júlia nasceu em Novo Hamburgo, onde morou até seus nove anos. Morava com seus pais e seu único irmão, Vinícius, que é cinco anos mais velho. Aos dois anos de idade, Júlia ganhou um gato chamado Dengoso, que a acompanha até hoje (ela acredita que seja o mesmo gato, mesmo sendo muito difícil esse animal chegar até essa idade, dezesseis anos).
Como disse antes, Júlia morou em Novo Hamburgo até seus nove anos, quando seus pais decidiram ir morar em uma cidade menor, no interior do Vale dos Sinos, chamada Ivoti. Ela continuou estudando em Novo Hamburgo, mas o tempo viu que se estudasse em Ivoti, teria mais tempo para dormir. Decidiu, então, estudar no Instituto de Educação de Ivoti e concluiu o ensino médio lá.
Um pouco antes disso, ela já sabia o que queria para dali adiante: Jornalismo. Com uma grande paixão por fotografia e contar os fatos, foi que prestou vestibular para Comunicação Social, na Unisinos.
O pai de Júlia tem um pub, que é conhecido pela enorme variedade de cervejas (olha a propaganda aí), com isso, ela aprendeu muito sobre a bebida e criou um blog sobre o assunto. Lá, Júlia aproveita para treinar sua escrita.
Isto é só o básico, do básico, pois muita coisa ainda está por vir.
*www.confraria23.wordpress.com
Por Júlia Bondan
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Apresentação Pessoal
Seu despertador toca inúmeras vezes, mas ela sempre coloca um pouco na
soneca. Diferente, sentimental. Já roeu muito as unhas de ansiedade, e nervosa
deveria ser seu sobrenome. Sua vida é corrida, jornada grande, pois, para ela, morar
em Canoas, trabalhar em Porto Alegre e estudar em São Leopoldo é apenas 13
estações de trem. O tempo dela é precioso e aproveitado a cada instante, para tudo.
Algo engraçado nela é que sempre imagina as cenas, frases, músicas e contextos
em tudo que a dizem, parece o Bobby, do Fantástico mundo de Bobby, pois ela
sempre carrega consigo a clássica nuvenzinha. Caras e bocas e caretas são sua
diversão. Trabalha hoje em algo que não é do ramo dela, mas, como todo mundo,
precisa sobreviver, ela batalha por seus sonhos, mesmo que eles ainda não estejam
muito próximos de serem realizados. Garota moleca, conta piadas, divertida, se
insere fácil nas rodinhas e gosta de conversar. Devoradora de livros e apreciadora
de uma boa música. Toca violão, participa do grupo de jovens do CLJ e é muito
religiosa. Foi bailarina até seus 18 anos. Apaixonada, emotiva. Ama ver seriados
e sempre arruma um tempinho para ir ao cinema. Incondicionalmente ama a sua
família, a base de tudo. Orgulho para ela é ver um sorriso nos lábios de seus pais
e ver as mágicas realizadas por eles cada final de mês para conseguir pagar as
contas e sustentar a casa. Sorridente, parceira, carinhosa, chorona, importa-se
demais com tudo e todos. Abraça e beija com entusiasmo as pessoas que ela ama.
Personalidade forte, humor de lua e muito saltitante. Essa é a Joana, para quem
ainda não a conhece.
Por Joana
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Autobiografia
André Erich, nascido no dia 9 de agosto de 1984 é natural de Porto Alegre, residente
no município de Guaíba, região metropolitana da capital gaúcha, onde foi criado
por seus pais desde sua infância. Vem de uma família de origem humilde na qual
compartilhava o mesmo teto com mais cinco irmãos, começou sua vida colegial na
escola Amadeu Bolognesi, situada a uma quadra de sua casa.
Uma infância com muito boa criação, rígida é verdade, com cobranças pesadas de seu
pai muitas vezes, um bombeiro militar na época carregando em seu coração um medo
excessivo de que seus filhos não fossem cidadãos de boa índole, sua mãe sempre
contemporizava as situações de conflitos, uma mulher de muita fibra que trabalhava
em casas de famílias, e fazia lanches para vender fora.
Aos 14 anos André estava cursando a sétima série do ensino fundamental, quando
seu pai foi chamado à escola faltando um mês para o fim do ano letivo, a supervisora
da escola o comunicou que André estava sendo expulso da escola. André era um
adolescente muito rebelde com mania de perseguição e que estava cercado de más
companhias, seu pai ficou tão indignado com a situação de constrangimento que seu
filho o tinha feito passar, que nem lhe dirigiu a palavra no momento, André estava
apreensivo porque aquilo não era um bom sinal. No outro dia seu pai se dirigiu até ele
e lhe disse: “A tua oportunidade de ser alguém nesta vida eu estou te dando agora.”
Juntamente com esta frase, seu pai o comunicou de que ele estava matriculado em
uma escola no centro de Guaíba, e começaria naquela noite. André ficou assustado em
um primeiro momento e no segundo e terceiro também, só que ele nunca imaginaria
que tal ato de seu pai mudaria sua vida para sempre.
Naquele mesmo ano letivo André conseguiu passar nas provas de recuperação e não
perdeu aquele ano, dali em diante entrou no curso profissionalizante no SENAI, e
logo após entrou na escola técnica Parobé e se formou Eletrotécnico, aos 18 anos
conseguiu um estágio na sua área de formação como vendedor de materiais elétricos.
Aos 19 foi demitido pois a empresa estava entrando em falência, ficou um mês
desempregado, quando foi chamado para trabalhar como operador de máquinas
industriais na Fitesa em Gravataí, empresa do ramo de não tecidos onde trabalha até
os dias de hoje.
Aos 21 anos André se casou com Alessandra Taquatiá, com quem comprou uma casa
situada perto da casa de seus pais, e um ano depois, precisamente no dia 17 de abril
de 2007 acontece o fato mais importante de sua vida, o nascimento de sua filha,
a menina Andrieli, que trouxe aos seus pensamentos a coragem de lutar por seus
sonhos que ficaram um pouco deixados de lado. Em 2010, André ingressa no curso
de jornalismo na UNISINOS, em São Leopoldo, em busca da retomada de seus reais
objetivos.
Por André Erich
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Juliano Vargas
No começo da década de 90 nascia no município de portão, um garoto na qual
situação viria a ser chamado de Juliano Vargas, nome este dado pela sua mão em
homenagem a um rei que está, havia tirado de um filme. Mais precisamente em 1991
Juliano foi criado no município de estância velha a onde morava em um bairro humilde
vindo este também de uma família humilde, com um pai ausente que trabalhava muito
para sustentar sua família, família está que era composta por três filhos Fernando,
Simoni e Juliano.
Juliano foi criado por sua mãe, que tentou dar a seus filhos a melhor educação
possível. Mesmo ela sendo criada em um tempo que os métodos de educação eram
diferentes, conseguiu dar uma boa educação a Juliano. Sempre estudou em escolas
publicas que por sinal escolas medianas. Juliano sempre foi um garoto muito indeciso
em relação a suas escolhas, antes dos 13 anos sonhava em ser jogador de futebol, como
todo garoto da sua idade, treinou durante dois anos em uma escolinha de futebol, na
qual não obteve sucesso, e depois dos seus 15 anos, resolveu mudar o rumo de sua vida,
E resolveu fazer um curso técnico, que era o único curso técnico da cidade, o curso
tinha a duração de três anos, mas com o passar do tempo Juliano viu que não era aquilo
que iria deixá-lo feliz, então após dois anos de curso decidiu largar tudo, e novamente
mudar seu rumo.
Juliano sempre falava a seus amigos que queria um dia ser jornalista. Durante o
ensino médio apareceu a oportunidade para Juliano ingressar em uma faculdade e
realizar seu sonho de ser um jornalista, e assim Juliano não deixou a oportunidade
passar em vão, agarrou se a ela, e consegui pelo Enem, uma bolsa na faculdade na qual
atualmente estuda jornalismo.
Por Juliano Vargas
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TATIANA OLIVEIRA DA SILVA
O despertador do celular grita: “é hora de levantar... são... sete horas”. Dedos tateiam
sobre a mesa de cabeceira até que encontram o teclado do aparelho e o silencio retorna
ao quarto de paredes e decoração cor de rosa, sua preferida.
Minutos depois, a frase ecoa pelo ar novamente: “é hora de levantar... são... sete horas...
e cinco minutos”. Ela dá um tapa no telefone derrubando-o no chão. Vira para um
lado, rola para o outro, só mais um minutinho pensa. De repente, a televisão liga no
volume máximo. Ela se obriga a levantar para pegar o controle remoto que deixou
sobre o aparelho. Volta para a cama, mesmo sabendo que está na hora de ir trabalhar.
Espreguiça-se, boceja, tira um cochilo, acorda e olha o relógio e descobre que já está
atrasada 30 minutos.
Assim começam todos os dias da estagiária de assessoria de imprensa e supervisora do
censo 2010 Tatiana Oliveira da Silva.
Essa porto-alegrense de 38 anos já nasceu atrasada. É inimiga do relógio, vive correndo
contra o tempo. Possui uma lista grande de desculpas e a utiliza diariamente em seus
compromissos.
Seu dia é puxado. São oito horas no IBGE e mais 6 horas na coordenadoria de esportes
da prefeitura municipal de Santo Antônio da Patrulha, cidade para onde se mudou os 13
anos com a mãe e seus cinco irmãos após a separação de seus pais.
Duas noites por semana, viaja para São Leopoldo. Motivo: curso de Jornalismo na
UNISINOS. Almeja ser uma grande jornalista como seu ídolo Caco Barcellos. Sonho
adquirido ainda na tenra infância quando assistia os tele-jornais com o pai. E quem sabe,
ter uma revista de sucesso como a “Veja” e assim poder usar sua grande imaginação e
criatividade, além do talento jornalístico.
O misterioso mundo dos comerciais e como as pessoas podiam estar dentro do aparelho
de televisão falando com ela, sempre a fascinou. Não teve dúvidas na hora da escolha
do curso no primeiro exame vestibular: Foi jornalismo como única opção. É claro que
teve que usar uma de suas desculpas para conseguir entrar na sala da prova quando
chegou atrasada: o Trânsito.
Colorada desde sempre, não perde nenhum jogo de seu time. Talvez seja por isso que
considera o estágio na coordenadoria de esportes mais como diversão do que trabalho.
Todos os finais de semana tem campeonato de futebol e ela está lá fotografando e sendo
assediada pelos jogadores, mas, como se considera a pessoa mais fiel do mundo, resiste
a todas as tentações. A final ama o Ricardo, seu namorado que mora em São Leopoldo e
com quem vive entre tapas e poucos beijos a 3anos.
Como toda romântica sonhadora, possui sonhos possíveis e impossíveis de serem
realizados, mas, não desiste de lutar por eles. O mais atual é conseguir se acertar de
vez com o Ricardão. Para ela o amor é tudo. A solução para tudo no mundo. É uma
discípula desse sentimento. O que, ás vezes, lhe trás sofrimento.
Considera-se amiga, caridosa e companheira, e como tal, está sempre ajudando alguém.
Seja um parente em dificuldades financeiras, o namorado que está sempre enrolado em
alguma situação que não consegue resolver sozinho ou mesmo as crianças do abrigo
para o qual presta serviços voluntario.
Têm três sobrinhas e um sobrinho que considera como seus filhos, já que ainda não
realizou o sonho de ser mãe. No momento esta organizando a festa de aniversário de sua
sobrinha Mayná, já que os pais não estão com condições financeiras para isso.
Não vai a nenhum lugar sem, pelo menos dois dos seus quatro aparelhos celulares e
sua máquina compacta digital. Aliás, considera-se uma amante da fotografia, paixão
despertada em 2008 quando retornou a universidade para prosseguir com o curso de
jornalismo parado desde 1999.
Possui um blog que utiliza como fotoblog onde posta algumas de suas fotografias.
Seu sonho de consumo, no momento, é uma máquina Nikon 90 e montar um estúdio
fotográfico. Mesmo não recebendo elogios e incentivos de seu professor de fotografia,
Flávio Dutra, por quem tem grande admiração, ela insiste: quer ser fotógrafa além de
jornalista e escritora.
Sonhadora, mas, lutadora, sabe que nada vem fácil na vida e o que conquistou até hoje
foi com muita luta, assim, ela continua em busca da realização de seus sonhos e desejos
mais secretos.
Seu lema: Devagar sim, desistir, nunca!
Por Tatiana Oliveira da Silva
Poxa, a colega postou tudo junto, dai fica ruim pra comentar!
ResponderExcluirÉ verdade. =/
ResponderExcluirpois é....quem sabe a julia separa? eu tinha sujerido postagem de apresentação com foto.
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
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